O Brasil precisa do franchising

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A condição para o empresário expandir sua operação de sucesso com recursos de terceiros, sem ter de se submeter aos altos juros ditados pela política monetária do País é algo extraordinário Não há mais como negar a importância do sistema de franquias para o desenvolvimento do País. O empresário brasileiro sofre às duras penas com a carga tributária e as altas taxas de juros praticadas no País. O pequeno e médio empresário, para crescer e ocupar mercado, conta praticamente só com sua capacidade empreendedora e a sorte grande em relação à aceitação de seu produto ou serviço pelo público consumidor. Se aliado a esses dois fatores existissem linhas de crédito com juros menores e carência compatível com a evolução de faturamento do negócio, o sistema de franquias teria uma posição igual ou superior a de países como Estado Unidos, Japão e Canadá, que hoje lideram o ranking em número de franqueadores e em número de unidades por marca franqueada. E, se levarmos em consideração a capacidade empreendedora do brasileiro, cujo índice está entre os maiores, considerando o primeiro negócio, a condição seria ainda melhor. Os dados comprovam que o Brasil de fato precisa do franchising, um sistema que permite que o pequeno e médio empresário - não desconsiderando os grandes - cresçam utilizando grande parte do capital necessário para essa expansão de um parceiro/franqueado, interessado e motivado em abrir o negócio próprio. Diferentemente se o caso fosse expandir com unidades próprias, cujo custo de implantação dessas unidades sairiam de seu próprio bolso ou de uma linha de crédito de um agente financeiro a juros nada recomendáveis. A partir do momento que estes empresários passam a utilizar o sistema de franquias e a expandir seus negócios, a economia se movimenta, a conta do Governo aumenta por meio de mais arrecadações, a taxa de desemprego cai e os produtos e serviços ficam mais acessíveis à população, muitas vez a custos bem menores causados pelo ganho em escala e poder de negociação que esse empresário passa a ter frente aos seus fornecedores e, por fim o mais importante; o Brasil cresce. Com todas as dificuldades de crédito e a alta carga tributária o sistema de franquias vem crescendo ano a ano, com taxas bem superiores ao do PIB, possibilitando que pequenos e médios empresários atinjam nichos de mercado até então inexplorados por eles, ocupando maiores espaços, criando barreira para concorrentes e, consequentemente, ganhando mais e permitindo que outros ganhem com o acesso à sua marca e ao seu know-how, enfim criando uma rede de negócios geradora de resultados tangíveis e intangíveis. Nos dias 25 a 28 de junho o Brasil teve a oportunidade de presenciar essa evolução, esse desbravar de mercados na ABF Franchising Expo 2008. Com o passar dos anos o reflexo do crescimento do franchising se mostra na qualidade dos candidatos/visitantes, cada vez menos curiosos e mais interessados em participar de um evento para realização do sonho de um negócio próprio. *Claudia Bittencourt é diretora-geral do Grupo BITTENCOURT