Sob peso da crise, feira de franquias cria área para negócios baratos

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Desemprego em alta impulsiona empreendedorismo, e franquias apostam em modelos mais baratos e pagamento facilitado para crescer Começa nesta quarta-feira, 27, a ABF Franchising Expo, feira do setor de franquias que espera atrair cerca de 65 mil pessoas ao Expo Center Norte, em São Paulo. O evento, que acontece até sábado, 30, apresenta mais de 400 opções de negócio para quem deseja empreender. Com o desemprego afetando mais de 13 milhões de brasileiros, abrir a própria empresa vira uma alternativa de sobrevivência para quem tem capital para investir. Dados do Sebrae mostram um salto no empreendedorismo por necessidade: em 2014, eram 29% das novas empresas; em 2017, foram 40% dos novos negócios. Neste cenário, as franquias são uma opção interessante, pois, em geral, são negócios já testados e que oferecem suporte ao investidor, explica Lyana Bittencourt, do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em franchising. “O conceito de franquia é transferência de conhecimento, que vem da experiência da empresa franqueadora na gestão do negócio. Ao investir em uma franquia, o empreendedor recebe manuais, treinamento, aconselhamento, consultoria de campo e outras formas de suporte. Isso facilita o aprendizado da operação e minimiza erros”, declara. Porém, como em qualquer negócio, não há garantia de sucesso e é necessário tomar alguns cuidados antes de se associar a uma marca. “Os interessados em franquia devem exigir a Circular de Oferta de Franquia (COF), um documento que, entre outras informações, traz os dados financeiros da rede e o contato de atuais e ex-franqueados. É preciso analisar os números e conversar com quem está ou já fez parte da rede para saber o que acha do negócio”, recomenda a consultora. Outra dica importante é não assinar nenhum contrato na feira de franquias. “É proibido. Por lei, o interessado tem 10 dias para analisar a COF antes de assinar contrato”, diz Bittencourt. Negócios a partir de 2.500 reais Para atrair pessoas que querem empreender, mas têm pouco dinheiro, a feira traz pela primeira vez um Boulevard de Microfranquias, dedicado a redes com investimento inicial de até 90 mil reais. “Tem havido um aumento da demanda por modelos de negócios mais enxutos, como quiosques, home-based, trucks e similares, e a ABF Expo tradicionalmente acompanha os movimentos e tendências do mercado. Daí a relevância de lançarmos um espaço exclusivamente dedicado às microfranquias na feira”, diz Altino Cristofoletti Junior, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Há opções a partir de 2.500 reais, caso da Freewet (limpeza automativa) no modelo de negócio que não exige ponto comercial (o prestador de serviço vai até o cliente). Outras empresas que estão no espaço dedicado às microfranquias são Escola Guga Tênis (escola de tênis para crianças, do tenista Gustavo Kuerten), com investimento inicial a partir de 65 mil reais; Nutty Bavarian (quiosques de castanhas glaceadas), a partir de 76 mil reais; e Mary Help (serviços domésticos), que custa a partir de 31 mil reais. Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF, explica que existem dois tipos de microfranquias: as que operam exclusivamente com o modelo de investimento inicial baixo – geralmente empresas de serviços, em que o próprio franqueado cuida da operação e não há exigência de ponto comercial – e marcas que possuem lojas convencionais e apostam em um modelo mais enxuto para entrar em mercados menores, como cidades do interior. “As microfranquias, inclusive, ajudam a trazer para a legalidade empresas que eram informais. O empreendedor vê que, com a franquia, ele vai ter suporte em áreas que ele tem dificuldade”, afirma Auriemo. Ela diz, no entanto, que um cuidado é importante: nunca investir todo o dinheiro que possui no negócio. “É preciso ter uma reserva financeira para bancar os gastos pessoais e da empresa enquanto ela ainda não dá lucro”, indica. Fonte: Veja.com