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Homens e mulheres se igualam na gestão

Publicado por Grupo BITTENCOURT fevereiro 25, 2019
Atualizado em janeiro 19, 2023
genero

As mulheres são diferentes dos homens quando estão na gestão, na liderança? Com esse questionamento, a consultoria de recursos humanos Thomas International, presente em 56 países, organizou o levantamento “Mulheres nos Negócios”, que analisou a personalidade da liderança feminina e masculina, o nível de inteligência emocional de ambos os gêneros e os comportamentos associados a homens e mulheres.
Para isso, a consultoria aplicou duas avaliações psicométricas que medem a personalidade – HPTI (Indicador de Traços de Alto Potencial) e TEIQue (Questionário de Traços de Inteligência Emocional) – em 137 comandantes mulheres e 137 gestores homens.
O primeiro teste mostrou que as lideranças femininas e masculinas têm a mesma probabilidade de possuir os traços de personalidade associados a um líder sênior de sucesso, e o segundo concluiu que os traços de inteligência emocional não mostram diferenças muito significativas entre os gêneros. Entre os traços de personalidade analisados estão consciência, resiliência, curiosidade, audácia, tolerância às diferenças e competitividade. Já na inteligência emocional foram avaliados assertividade, gestão da emoção, adaptabilidade, automotivação, autoestima e empatia, entre outros aspectos.
“Nossos vieses inconscientes fazem com que a gente avalie uma competência de uma forma no homem e de outra forma na mulher”, afirma Marcelo Souza, CEO do grupo Soulan, distribuidora da Thomas no Brasil. Ele dá um exemplo: “Ser assertivo pode ser considerado positivo no homem mas na mulher vira piada, é mandona. Podemos mudar isso se olharmos a competência de forma correta, isoladamente, independentemente do gênero.”
Souza entende que as empresas estão cada vez mais conscientes da importância da diversidade para os negócios e afirma que as organizações têm investido na conscientização das equipes. “Atualmente até se fala em recrutamento às cegas, em que só veem as competências, e não o gênero”, diz.
Mas ele admite que ainda há uma longa batalha pela frente. “É difícil reconhecer o viés porque ele é sempre inconsciente. As pessoas não reconhecem que tomam a decisão baseadas no gênero”, afirma.
FONTE: VALOR ECONÔMICO

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