Convenção internacional em Las Vegas consolida novo ciclo estratégico para expansão de franquias e gestão de redes.
O franchising global entra em 2026 menos orientado por volume e mais direcionado por consistência. A participação do Grupo Bittencourt na 66ª Convenção Anual da International Franchise Association, entre 23 e 25 de fevereiro, em Las Vegas, reforça essa leitura: cresce quem estrutura governança, dados e execução com rigor.
Integrando a delegação oficial da ABF, o Grupo será representado por Lyana Bittencourt, CEO; Caroline Bittencourt, sócia e diretora de Relacionamento & Insights; e Felipe Koga, diretor de Estratégias Digitais. A presença ocorre em um momento em que o crescimento deixa de ser apenas expansão territorial e passa a ser tratado como disciplina estratégica.
Com o tema Evolve, a IFA 2026 deve concentrar discussões em tecnologia aplicada, inteligência artificial, liderança operacional e sustentabilidade econômica do modelo de franquias. Portanto, o debate central não é apenas crescer, mas crescer com previsibilidade, eficiência e rentabilidade por unidade.
Leitura estratégica do cenário global
A agenda internacional sinaliza um avanço estrutural do setor. Além disso, evidencia que dados deixam de ser suporte e passam a ocupar o núcleo das decisões estratégicas.
Entre os temas prioritários estão:
- Uso estruturado de dados na expansão
- Governança orientada por performance
- Padronização alinhada a resultado
- Eficiência multicanal e experiência do cliente
Na prática, isso impacta planejamento territorial, marketing, suporte à rede e gestão de indicadores de desempenho em franquias. Consequentemente, a expansão de franquias tende a se tornar mais analítica e menos intuitiva.
Sob essa ótica, a presença do Grupo Bittencourt na IFA 2026 busca interpretar movimentos consolidados em mercados maduros e traduzir aprendizados para o contexto brasileiro, fortalecendo estratégias de expansão de negócios com base técnica e visão sistêmica.
Liderança e solidez estrutural das redes
Outro eixo central da convenção está na liderança operacional. Ao mesmo tempo, cresce a ênfase na qualidade das relações dentro do sistema de franquias.
Redes que expandiram de forma acelerada nos últimos anos enfrentam agora o desafio de sustentar padrão, rentabilidade e engajamento da base de franqueados. Por isso, a maturidade do sistema deixa de ser medida apenas pelo número de unidades.
Passa a ser avaliada, sobretudo, pela solidez da estrutura que sustenta o crescimento: cultura organizacional clara, processos definidos, indicadores acompanhados com disciplina e modelo de governança consistente.
Em contrapartida, redes que negligenciam esses fundamentos tendem a enfrentar perda de eficiência e desalinhamento estratégico. Dessa forma, governança em redes de franquias torna-se critério de competitividade.
Consolidação e ambiente econômico
A programação da IFA 2026 também incorpora leitura macroeconômica. Custo de capital, comportamento de consumo e dinâmica competitiva passam a integrar a equação da expansão.
No Brasil, esse contexto dialoga com movimentos de consolidação, fusões e aquisições e revisão estratégica de portfólio. Além disso, grupos que buscam escala priorizam eficiência, integração operacional e sinergia entre marcas.
A expansão se torna mais seletiva. Há maior rigor na análise de territórios e no perfil de franqueados, reforçando que crescimento sustentável de franquias depende de critérios claros e disciplina na execução.
Brasil em fase de consolidação estratégica
O franchising brasileiro chega a 2026 após ciclo relevante de crescimento e interiorização. Contudo, a nova etapa exige sofisticação maior em governança, integração tecnológica e previsibilidade de resultados.
Em comparação com mercados mais maduros, a diferença reside no grau de consolidação de fundamentos como automação, inteligência de dados e disciplina de performance. Ainda assim, o cenário abre espaço para redes que combinam inovação com execução consistente.







