Samsonite lança seu projeto de franquias desenvolvido pelo Grupo BITTENCOURT no Brasil

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A marca de malas de origem norte-americana Samsonite terá franquias no Brasil no segundo semestre deste ano, segundo Ramesh Tainwala, CEO global do grupo.

Hoje, são 34 lojas. “Estamos abrindo mais, e em 4 ou 5 anos, teremos cem pontos”, diz Tainwala. “Acrescentamos cerca de 15 lojas ao ano no país. Já temos em São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba.”

A ideia é expandir aos poucos com franquias para Porto Alegre, Salvador e outros pontos no Nordeste, mantendo dois terços de lojas próprias.

“Em geral, não operamos muito com franquias, mas parece que no Brasil, com sistema tributário complicado, é um modelo a seguir”, diz. A operação brasileira é a que mais cresce no grupo, excluindo a Tumi (linha mais sofisticada adquirida em 2016).

“Com 200 milhões de habitantes, deveria ser um dos nossos cinco maiores mercados. Ainda não é, começamos há dois anos”, afirma. “Quando decidi investir no Brasil, me alertavam: é muito complicado. Eu respondia: sou indiano. Meses depois, vi que tem um lugar mais complexo do que a Índia. Mas com um mercado atraente.”

  Entrevista Anna Chaia “A América Latina é a nossa grande oportunidade de negócio” À frente da Samsonite Mercosul, a paulista Anna Chaia está no comando de uma ousada estratégia de expansão da marca de malas. Com 35 lojas espalhadas pelo País, a empresa aposta no potencial do consumidor brasileiro e lança ainda este ano um plano de franquias Ao longo de três décadas, Anna Chaia pôs em xeque a crença de que, para construir uma carreira de sucesso, é preciso passar muitos anos em uma mesma empresa. Formada em Marketing na ESPM, a paulista teve o seu primeiro emprego na área na American Express, onde participou do lançamento do primeiro cartão de crédito internacional no Brasil, e desde então passou por empresas tão diversas como a L’Occitane e a Whirlpool. São resultados de suas gestões projetos relevantes como a criação da marca L’Occitane au Brésil e o frigobar retrô da Brastemp. Em 2015 Anna assumiu a direção regional da Samsonite Mercosul e, desde então, vem trabalhando em um ousado projeto de expansão, que inclui o lançamento de franquias da grife e a abertura de um e-commerce. O plano já mostrou resultados: em 2017 o Brasil bateu o recorde de crescimento da marca, com 52% de avanço em relação ao ano anterior. A seguir, a executiva de 49 anos fala sobre sua trajetória profissional, sobre os planos da empresa e sobre as tendências para o mercado de malas. “No passado a empresa crescia tanto na ásia, nos estados unidos e na europa que a américa latina acabou ficando para depois” A Samsonite abriu a filial no Brasil pouco antes de sua contratação, apenas em 2012. Por que essa demora? Antes a marca já estava aqui por meio de distribuidores. Mas realmente a filial só chegou mesmo em 2012. No passado a empresa crescia tanto na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa que a América Latina acabou ficando para depois. Atualmente o nosso CEO global é um indiano [Ramesh Tainwala] que acredita muito em países emergentes. Ele sempre fala nos discursos dele que o Brasil tem que crescer, como a Índia tem que crescer, como outros países em desenvolvimento e emergentes têm que crescer. Quão importante é a América Latina hoje para a Samsonite? A América Latina representa 5% do faturamento da empresa. Então ainda é o grande potencial, a grande oportunidade que temos de nos desenvolver como negócio. A Samonite está crescendo no Brasil? Sim. Estou focada no nosso plano de expansão. Quando assumi tínhamos três lojas, hoje estamos com 35. Vamos começar este ano o plano de franquias, pois temos uma concentração das lojas na região Sudeste. A ideia é ir para o Nordeste e para o Rio Grande do Sul. Também abrimos o e-commerce, que não existia. E não temos só Samsonite. Lançamos no Brasil as marcas American Tourister, Xtrem e Tumi. Para você ter uma ideia, o Grupo Samsonite faturou no ano passado US$ 3,5 bilhões e cresceu 23% no mundo. Na América Latina cresceu 18,6%. O Brasil cresceu 52%. Então é realmente um ritmo bem acelerado de expansão e de movimentação. A que você atribui esse crescimento tão expressivo no Brasil? Isso aconteceu porque aproveitamos o momento da crise. Ou seja, em 2015 estávamos em plena crise e nós investimos em abertura de lojas, treinamento, desenvolvimento, lançamento de novos produtos, importação de produtos que nunca havíamos tido aqui no Brasil e lançamento de outras marcas. Em 2016, quando a economia voltou a melhorar, já estávamos com uma equipe treinada, com os melhores pontos, com a estrutura praticamente montada. Foi uma visão muito empreendedora e arriscada, mas que deu certo.  

Fonte: Folha de São Paulo e Azul Magazine