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HomeAnálises de MercadoO mercado de academias e wellness no Brasil

O mercado de academias e wellness no Brasil

O país quase triplicou a base de estabelecimentos em dez anos e segue convertendo uma fração pequena da população em aluno. Esta leitura cruza a pesquisa setorial mais recente com três conversas gravadas para o BITTENCOURT Cast, para quem precisa decidir praça, formato, capital e ritmo de expansão.

O mercado de academia e wellness no Brasil

A expansão da última década ampliou de forma significativa a infraestrutura do setor, mas não foi suficiente para transformar esse crescimento em maior penetração. O próximo ciclo exige outra lógica: redes organizadas como sistema, com escolha de praça orientada por critérios claros, formatos com economia demonstrada, proposta de valor alinhada às novas motivações de consumo, retenção gerida por dados e estrutura de capital definida antes da aceleração.

OS NÚMEROS QUE SUSTENTAM ESTA LEITURA

Um mercado amplo, capilarizado e ainda distante do próprio teto

55.068

Estabelecimentos de atividades físicas ativos no Brasil, de 108.179 registros identificados. Na base do CONFEF, os CNPJs cadastrados cresceram 4,3% de 2025 para 2026.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · Receita Federal e CONFEF, jul/2026

R$ 17 bi

Faturamento anual das academias brasileiras, com alta de 44% sobre 2019 e 15 milhões de alunos matriculados.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 4ª ed. (2025) · base 2024

~7%

Penetração estimada do fitness no Brasil, contra 26,1% da população nos EUA e 9,3% na Europa.

Fitness Brasil (2025) · HFA (2026, base 2025) · EuropeActive/Deloitte (2026, base 2025)

2,9

Centros de atividade física para cada 10 mil habitantes no país. Vitória lidera com 8,1 e Florianópolis com 7,5, enquanto São Paulo registra 3,3 e o Rio de Janeiro, 3,1.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · base CONFEF

R$ 74,3 bi

Faturamento do segmento Saúde, Beleza e Bem-Estar no franchising em 2025, com alta de 14,6% e liderança entre os segmentos.

ABF / Portal do Franchising (2026) · base 2025

US$ 6,8 tri

Economia global do wellness, com projeção de US$ 9,8 trilhões em 2029. Atividade física responde por US$ 1,14 trilhão.

Global Wellness Institute (2025) · base 2024

Valores arredondados para leitura executiva; anos-base e limitações estão detalhados na seção de fontes. A penetração brasileira é estimativa setorial, sem levantamento primário auditado.

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR

Nove leituras do mercado, ilustradas por quem constrói redes

01

A oferta cresceu mais rápido do que a penetração do mercado

A densidade competitiva varia de forma relevante entre territórios, e a média nacional não mostra onde ainda existem condições para novas unidades.

02

Como escala, recorrência e serviços adicionais afetam a rentabilidade

Mensalidade acessível amplia a base. Recorrência e serviços adicionais ajudam a sustentar valor ao longo do tempo.

03

O fim do formato único

Estúdio compacto, circuito automatizado e unidade completa respondem a equações econômicas diferentes.

04

Saúde, longevidade e preservação de massa muscular ampliam as motivações para treinar

GLP-1, longevidade e saúde alteram expectativas do consumidor e exigem uma revisão da proposta de valor.

05

O consumo de wellness ultrapassa os limites da academia tradicional

Quando o consumidor compra saúde e bem-estar, a relação com a marca passa a acontecer também por novos serviços e canais.

06

Frequência é a variável que decide a recorrência

Recorrência acima de 76% está associada a menor churn e maior valor do cliente ao longo do tempo.

07

O capital está mudando as estratégias de crescimento e consolidação no fitness

Uma centena de transações por ano amplia a importância das decisões sobre capital, controle e modelo de expansão.

08

Governança deixou de ser consequência do crescimento

Conselho, indicadores e franqueadora estruturada passam a ser condições relevantes para sustentar escala e atrair capital.

09

Internacionalizar é decidir onde mora o risco

Sócio local em equity, operação própria ou mercado-laboratório representam formas diferentes de distribuir exposição, controle e aprendizado.

PARTE 01

A oferta cresceu mais rápido do que a penetração do mercado

Em dez anos, o país quase triplicou a base de estabelecimentos de atividade física. No mesmo período, a parcela da população que treina permaneceu em um dígito.

A leitura conjunta desses dois movimentos mostra que crescimento da oferta e conversão de consumidores não avançaram no mesmo ritmo. Para quem decide expansão, isso exige uma análise mais precisa sobre onde ainda existem condições para abrir uma unidade.

OS NÚMEROS QUE SUSTENTAM O MERCADO

55.068

Estabelecimentos ativos de atividades físicas, de 108.179 registros identificados na Receita Federal por CNAE principal. São Paulo reúne 25% dos registros ativos, e nenhum município isolado concentra parcela expressiva do total.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026)

8,1 · 3,3

Centros de atividade física por 10 mil habitantes em Vitória e em São Paulo. A média nacional é de 2,9. Capitais de menor porte concentram mais oferta relativa que os maiores mercados do país.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · base CONFEF, jul/2026

26,1%

Penetração do fitness nos Estados Unidos em 2025, com 81 milhões de membros e recorde histórico. Na Europa, 9,3% da população. No Brasil, a estimativa setorial fica em torno de 7%.

HFA · 2026 US Consumer Report (base 2025) · EuropeActive/Deloitte (2026) · Fitness Brasil (2025)

51%

Dos não praticantes pretendem iniciar ou retomar a atividade física nos 30 dias seguintes, e apenas 3% descartam a hipótese. A preferência recai sobre programas curtos de criação de rotina, academia tradicional e atividade ao ar livre.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · pesquisa com não praticantes

Leandro Aguiar

“O maior concorrente da gente não é a academia, é o sofá. O mercado é muito grande; algo em torno de 9% faz academia e 91% estão em casa.”

Leandro Aguiar · COO da Academia Gaviões 24h e CEO da Fast Treino · BITTENCOURT Cast. O percentual citado é declaração do entrevistado.

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

O crescimento da base instalada é relevante, mas não é suficiente para orientar uma decisão de expansão. Uma infraestrutura que avançou de forma expressiva mostra que a oferta aumentou; não mostra se esse aumento ocorreu nos territórios com melhor relação entre demanda, concorrência e capacidade de consumo.

Os dados territoriais ajudam a qualificar essa leitura. Vitória registra 8,1 centros de atividade física para cada 10 mil habitantes, quase três vezes a média nacional, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro, apesar de concentrarem volumes absolutos elevados, aparecem atrás de diversas capitais menores em oferta relativa.

Na prática, isso significa que a saturação precisa ser analisada em escala local. Há praças em que novas unidades disputam uma base já bastante atendida e outras em que a oferta ainda não acompanha a demanda potencial. A média nacional não diferencia essas situações.

Há também um segundo dado importante. Entre os brasileiros que não treinam, 51% declaram intenção de começar ou retomar a atividade física nos 30 dias seguintes, com preferência por programas curtos de criação de rotina.

Esse dado sugere que existe demanda potencial, mas sua conversão depende da combinação entre proposta de valor, formato, localização e perfil do consumidor. Portanto, a decisão de expansão precisa ser orientada por critérios de praça e comportamento de consumo, e não apenas pelo ritmo de crescimento do setor.

Renda, fluxo, densidade competitiva e hábitos de consumo se combinam de forma diferente em cada território. É essa leitura que permite separar uma oportunidade real de expansão de uma simples disponibilidade de ponto.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Estratégia e Planejamento da Expansão

O Grupo BITTENCOURT constrói o plano de crescimento a partir da leitura de demanda e concorrência por território, traduzindo potencial de mercado em uma sequência de aberturas com critérios, metas e ritmo definidos.

  • Leitura de demanda, densidade competitiva e perfil de consumo por praça

  • Priorização de territórios e sequenciamento das aberturas

  • Metas de expansão calibradas pela capacidade de execução da rede

A decisão de abertura passa a seguir uma hierarquia de mercados definida pela própria rede, com base em critérios econômicos e de demanda.

Conheça Estratégia e Planejamento da Expansão →
Fontes

Fitness Brasil · Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª edição (2026; bases CONFEF e Receita Federal extraídas em jul/2026; pesquisa com praticantes e não praticantes) e 4ª edição (2025, para a série histórica) · HFA · 2026 US Health & Fitness Consumer Report (base 2025) · EuropeActive/Deloitte · European Health & Fitness Market Report 2026 (base 2025). O percentual de 9% citado em entrevista é declaração do entrevistado; a penetração de ~7% é estimativa setorial sem levantamento primário auditado.

PARTE 02

Como escala, recorrência e serviços adicionais afetam a rentabilidade

Nos Estados Unidos, o modelo de alto volume e preço acessível respondeu por mais de 60% do crescimento de filiações desde 2019. No Brasil, a Smart Fit fechou 2025 com 2.084 unidades em 16 países e receita de R$ 7,2 bilhões.

A escala passou a influenciar de forma relevante a competitividade e a estrutura de custos do setor. A questão seguinte é entender como recorrência, ticket e serviços adicionais se combinam para sustentar a rentabilidade.

DADO DE MERCADO

60%

Do crescimento de filiações nos EUA desde 2019 veio do modelo high value, low price. A Planet Fitness responde sozinha por cerca de 27% de todas as matrículas do país.

William Blair · equity research (jul/2025, base 2024)

R$ 7,24 bi

Receita da Smart Fit em 2025, alta de 30%, com 2.084 unidades em 16 países, 5,2 milhões de alunos e 341 aberturas no ano.

Smart Fit (SMFT3) · resultados 4T25 (mar/2026)

R$ 140 x R$ 133

Ticket médio das academias com menor e maior percentual de alunos recorrentes. As de ticket mais alto entregam LTV de R$ 1.094; as de ticket menor e recorrência acima de 76% alcançam R$ 1.521 e receita média quase 2,5 vezes maior.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · dados agregados ABC EVO

DECLARAÇÃO DE ENTREVISTADO

~90%

Da rede do Grupo Ultra Franquias opera sob franquia. A empresa nasceu em janeiro de 2021 já desenhada para o modelo high value, low price.

Marcel Gandra, BITTENCOURT Cast (2026)

Marcel Gandra

“Com a liberdade de você fazer upgrade ou downgrade a hora que você quiser. Quem determina isso? O cliente.”

Marcel Gandra · VP · Grupo Ultra Franquias · BITTENCOURT Cast

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

O low cost costuma ser interpretado como um modelo de margem reduzida compensada por volume. A dinâmica econômica, no entanto, é mais complexa.

A mensalidade acessível amplia a base recorrente e contribui para diluir custos fixos relevantes, como imóvel e equipamentos. A partir dessa base, serviços adicionais podem criar oportunidades de incremento de receita por aluno.

Os dados agregados da ABC EVO acrescentam uma dimensão importante a essa discussão. As academias com ticket médio mais alto, de R$ 140,11, apresentam menor valor por cliente ao longo do tempo. Já as operações com ticket médio de R$ 132,69 e recorrência acima de 76% alcançam LTV de R$ 1.521 e receita média mensal de R$ 26 mil, contra R$ 10 mil no primeiro grupo.

Portanto, os dados indicam que permanência e recorrência têm impacto relevante sobre o valor do cliente, e que o ticket de entrada, isoladamente, não explica a qualidade econômica da base.

É essa lógica que aparece na estratégia do Grupo Ultra, que combina unidades de alto volume com estúdios de bike, pilates, lutas e recovery. O plano de entrada amplia a base, enquanto os serviços adicionais aumentam as possibilidades de incremento de receita por aluno.

O mix, porém, precisa ser calibrado de acordo com renda, perfil de consumo e capacidade de investimento de cada região.

Os dados de 2026 também introduzem uma ressalva. O FIT Tracker mostra o tráfego do segmento boutique crescendo 2,5% no primeiro semestre, enquanto o alto volume recuou 0,2% nos Estados Unidos.

Em mercados mais maduros, isso sugere que a diferenciação pode depender menos exclusivamente do preço e mais da composição da oferta. Ao mesmo tempo, ampliar serviços sem um modelo claro de precificação e captura de valor pode adicionar custo sem produzir receita proporcional.

Preço acessível contribui para aquisição. Rentabilidade depende da combinação entre recorrência, utilização, arquitetura de serviços e captura de valor.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Desenvolvimento e Implantação de Conceito

O Grupo BITTENCOURT desenha o conceito do negócio a partir do consumidor e da economia da unidade, traduzindo a proposta de valor em experiência concreta e em uma arquitetura de planos capaz de sustentar o crescimento da receita por aluno.

  • Definição do conceito, da proposta de valor e da experiência do cliente

  • Arquitetura de planos, mix de serviços por perfil de praça e desenho de upselling

  • Validação da economia da unidade antes da escala

O posicionamento de preço passa a fazer parte de uma arquitetura mais ampla de valor, em vez de funcionar como única variável de competitividade.

Conheça Desenvolvimento e Implantação de Conceito →
Fontes

William Blair · “High-Volume, Low-Price Fitness Clubs Are Driving Growth” (jul/2025, base 2024) · Smart Fit RI · resultados do exercício 2025 (mar/2026) · HFA FIT Tracker com dados Placer.ai (ago/2025 e jul/2026) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026; dados agregados ABC EVO). Números do Grupo Ultra Franquias são declarações do entrevistado.

PARTE 03

O fim do formato único

No mesmo mercado convivem a unidade completa com cinquenta colaboradores e o circuito automatizado operado por uma pessoa.

São três equações distintas de investimento, estrutura de pessoal e receita. A modalidade influencia o público-alvo, enquanto a viabilidade depende da economia de cada formato em cada praça.

DECLARAÇÃO DE ENTREVISTADO

36 min

Circuito completo do Fast Train, da Gaviões: 12 estações de musculação e 5 de cardio, com acesso por aplicativo, reconhecimento facial e um único colaborador por unidade.

Leandro Aguiar, BITTENCOURT Cast (2026)

DADO DE MERCADO

39% x 16%

Participação da musculação nas matrículas contra sua participação nas modalidades oferecidas. É a atividade com maior demanda relativa, seguida por crossfit e similares e por natação.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · dados agregados ABC EVO

+2,5%

Crescimento do tráfego dos estúdios boutique nos EUA no 1º semestre de 2026, o segmento que mais avançou no período, depois de anos atrás do alto volume.

HFA FIT Tracker / Placer.ai (jul/2026)

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

Cada formato responde a uma combinação distinta de investimento, capacidade operacional e perfil de consumo.

O estúdio compacto utiliza menos metragem e concentra maior parte da área na atividade-fim, o que pode elevar a produtividade por metro quadrado. O circuito automatizado reduz a dependência de estrutura de pessoal por meio de tecnologia, o que pode simplificar a implantação e favorecer modelos que buscam maior velocidade de replicação.

A unidade completa continua tendo espaço, mas opera com investimento maior, estrutura mais complexa e barreira de saída mais elevada.

Ainda assim, metragem menor, isoladamente, não assegura retorno superior. Ocupação das aulas, ticket, aluguel, folha, maturação e capacidade de retenção continuam definindo o resultado.

O Panorama acrescenta uma ressalva importante: a musculação responde por 39% das matrículas e ocupa 16% da oferta de modalidades. Portanto, uma modalidade com crescimento recente ou grande visibilidade não necessariamente sustenta, sozinha, a ocupação necessária para viabilizar uma unidade.

Formatos construídos sobre demanda conjuntural precisam considerar o risco de perda de tração quando esse interesse diminui.

Outro movimento observado entre as redes entrevistadas é a diversificação por momento de vida e necessidade do consumidor: formatos de entrada para iniciantes, circuitos rápidos para quem dispõe de menos tempo e produtos direcionados a famílias.

Para a rede, isso pode criar novas possibilidades de expansão junto aos franqueados existentes, sem depender exclusivamente da entrada de novos investidores.

Entretanto, multiplicar conceitos sem estruturar a economia de cada formato aumenta a complexidade operacional sem garantir receita proporcional.

Cada novo modelo precisa demonstrar investimento, capacidade, ticket, equipe, maturação e aderência ao perfil da praça antes de ser replicado.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Formatação de Franquias

O Grupo BITTENCOURT transforma um formato validado em produto de franquia, com modelagem econômico-financeira, documentação e estrutura de implantação que permitam sua replicação com risco dimensionado.

  • Modelagem econômico-financeira da unidade, taxas, royalties e payback demonstrável

  • Circular de Oferta de Franquia, contratos e documentação operacional

  • Manuais, treinamento e processo de implantação do formato

Cada novo conceito entra na rede com uma lógica econômica testada e critérios claros para sua replicação.

Conheça Formatação de Franquias →
Fontes

HFA FIT Tracker / Placer.ai (jul/2026) · ACSM · Worldwide Survey of Fitness Trends 2026 (nov/2025) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026; dados agregados ABC EVO e alerta sobre ciclos de modalidade). Metragens, alunos por aula, tempo de circuito e headcount por formato são declarações do entrevistado (Gaviões Academia), não auditadas de forma independente.

PARTE 04

Saúde, longevidade e preservação de massa muscular ampliam as motivações para treinar

O receio de que os medicamentos GLP-1 reduzissem a procura por academias vem sendo confrontado por dados que indicam outra dinâmica.

O ponto mais relevante não está apenas no número de alunos, mas nas razões que levam parte deles a procurar atividade física. Preservação de massa muscular, controle de risco metabólico e envelhecimento com autonomia ganham relevância e exigem uma proposta de valor diferente daquela historicamente centrada em estética e emagrecimento.

DADO DE MERCADO

35% → 70%

Parcela de usuários de GLP-1 que se exercita com frequência, antes e depois de iniciar o tratamento. Pesquisa posterior aponta 35% dos usuários com academia, contra 24% em 2024.

Morgan Stanley Research / AlphaWise · William Blair (mai/2026)

30% x 9%

Personal trainers que enxergam impacto predominantemente positivo dos GLP-1 sobre o mercado, contra 9% que esperam impacto negativo; outros 51% projetam efeitos simultâneos. A expectativa principal é o aumento da necessidade de acompanhamento profissional.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026)

68%

Dos personal trainers avaliam que a busca por saúde já supera a busca por estética entre seus alunos. Outros 22% consideram as duas motivações equivalentes.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026)

R$ 11 bi → ~R$ 20 bi

Mercado brasileiro de GLP-1: estimativa de 2025 e projeção para 2026, com a patente da semaglutida expirando em 20/03/2026 e genéricos nacionais em preparação.

UBS, via InvestNews (dez/2025)

Felipe Barth de Castro

“Muitos pensam que o GLP-1 vai esvaziar a academia, mas é o contrário: quem começa o tratamento tende a virar usuário frequente.”

Felipe Barth de Castro · CEO · Panobianco · BITTENCOURT Cast

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

A leitura sobre GLP-1 precisa considerar três dimensões distintas.

A primeira é comportamental. Os dados apresentados indicam aumento da frequência de exercício entre usuários do tratamento. Além disso, a preocupação com preservação de massa muscular cria uma motivação diferente daquela associada exclusivamente à perda de peso.

A segunda é de mercado. Com uma parcela relevante dos adultos brasileiros convivendo com obesidade, a ampliação da adoção desses medicamentos pode aproximar das academias públicos que historicamente estiveram fora da categoria.

Se esse movimento se confirmar, há potencial para ampliar o mercado atendido, e não apenas redistribuir alunos entre operadores.

A terceira dimensão é a oferta. É nessa frente que aparecem as principais implicações para o modelo de atendimento.

Esse consumidor pode chegar à academia com uma expectativa maior de acompanhamento, orientação e integração com indicadores de saúde. Ao mesmo tempo, 68% dos profissionais entrevistados avaliam que a motivação por saúde já supera a estética, enquanto 84% acreditam que academias precisarão integrar dados de saúde e performance de forma estruturada.

Operadores que começam a reposicionar sua proposta de valor para força, massa magra e saúde metabólica estão respondendo a essa mudança de comportamento. Equinox e Life Time adotaram iniciativas nessa direção nos Estados Unidos; no Brasil, redes começam a ampliar a oferta com áreas de recovery e plataformas de saúde.

As ressalvas permanecem relevantes. Os dados sobre exercício são autorrelatados, parte dos usuários descontinua o tratamento e o efeito no Brasil dependerá, entre outros fatores, do preço pós-patente.

Os mesmos estudos também registram queda de 5,3% no gasto alimentar dos usuários ao longo de seis meses. Isso não permite concluir que haverá transferência direta de consumo entre food service e fitness, mas a hipótese merece atenção de grupos que operam nas duas categorias.

Quando as motivações de consumo mudam, a proposta de valor precisa ser reavaliada para preservar aderência.

O público que chega por meio de tratamento, o consumidor 50+ e o iniciante que retorna depois de anos parado apresentam necessidades diferentes, e nem todas estão contempladas na oferta atual das redes.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Mapa de Oportunidades

O Grupo BITTENCOURT realiza o diagnóstico estratégico da empresa e do ambiente em que ela atua para identificar onde a demanda emergente encontra aderência ao modelo e quais oportunidades podem ampliar valor de forma consistente.

  • Diagnóstico do modelo de negócio e das dimensões críticas da empresa

  • Leitura de mercado, concorrência e comportamento do consumidor

  • Priorização de oportunidades por potencial, aderência à marca e esforço de implantação

A rede passa a decidir de forma estruturada quais públicos deseja atender e quais mudanças de oferta fazem sentido para sua proposta de valor.

Conheça Mapa de Oportunidades →
Fontes

Morgan Stanley Research / AlphaWise · William Blair via Athletech News (mai/2026) · KFF Health Tracking Poll (nov/2025) · J.P. Morgan Global Research (fev/2026) · NASM · “The Ozempic Effect” (set/2025) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026; pesquisa com personal trainers) · Cornell University / Numerator, Journal of Marketing Research (2024–2026) · UBS via InvestNews (dez/2025) · Vigitel 2024 (Ministério da Saúde). Equinox e Life Time: programas divulgados publicamente entre 2024 e 2026.

PARTE 05

O consumo de wellness ultrapassa os limites da academia tradicional

A economia global do wellness movimenta US$ 6,8 trilhões, e a atividade física responde por US$ 1,14 trilhão desse total.

Outras parcelas relevantes do mercado estão associadas a recuperação, sono, nutrição, saúde preventiva e longevidade. Parte desse consumo acontece fora da estrutura tradicional da academia, o que amplia as possibilidades de relacionamento entre marca e consumidor.

DADO DE MERCADO

US$ 1,14 tri

Fatia da atividade física dentro de uma economia global do wellness de US$ 6,8 trilhões, com projeção de US$ 9,8 trilhões em 2029.

Global Wellness Institute · Monitor 2025 · base 2024

21% e 14%

Das redes brasileiras apontam fortalecer o posicionamento em saúde e bem-estar como prioridade para os próximos três anos; outras 14% pretendem expandir serviços voltados aos públicos 40+, 50+ e idosos.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · pesquisa com gestores

23%

Dos profissionais ainda não oferecem programa estruturado de retorno à prática, mesmo com iniciantes e ex-sedentários em crescimento na demanda. Treino individualizado e saúde integral lideram a lista de serviços com maior valor projetado.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026)

76%

Dos centros de atividade física não oferecem qualquer modalidade ao ar livre, apesar de corrida, caminhada e treino funcional exigirem pouca estrutura e dialogarem com o posicionamento de saúde.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026)

Marcel Gandra

“A gente tirou a catraca da academia; quando você entrega confiança para o usuário, você recebe confiança de volta e vai criando disciplina.”

Marcel Gandra · VP · Grupo Ultra Franquias · BITTENCOURT Cast

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

Quando o consumidor amplia sua busca de acesso a equipamentos para saúde, longevidade e acompanhamento, a relação com a marca passa a acontecer também por outros serviços e canais.

Recovery, avaliação física, nutrição, conteúdo digital, programas de retorno à prática e parcerias clínicas entram nessa discussão.

O próprio Panorama registra esse movimento. Fortalecer o posicionamento em saúde e bem-estar aparece entre as prioridades declaradas de expansão para os próximos três anos, ao lado da qualificação das equipes.

Ao mesmo tempo, existe uma distância relevante entre intenção e execução. Quase um quarto dos profissionais ainda não estruturou programas de retorno para ex-sedentários, mesmo com o crescimento desse perfil na demanda. Além disso, 76% dos centros não oferecem atividades ao ar livre.

Esses dados indicam espaço para ampliar a oferta junto a públicos que já mantêm relação com a marca ou demonstram intenção de retomar a prática.

No entanto, adicionar serviços não é, por si só, uma estratégia de crescimento.

Cada novo canal ou serviço altera a economia da unidade, pode modificar a relação com o franqueado e nem sempre está alinhado à proposta de valor da marca.

O critério para decidir entre ampliar a oferta e aumentar a complexidade deve considerar economia, operação e impacto contratual.

Quem opera o serviço, quem recebe a receita, quem investe e como a nova oferta interfere no território do franqueado são questões que precisam estar definidas antes da implantação.

Ampliar a proposta de valor pode gerar novas receitas, mas também novas interfaces de gestão. Por isso, cada movimento precisa ser avaliado tanto pela perspectiva do consumidor quanto pela sustentabilidade da rede.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Avaliação e Estratégia de Canais

O Grupo BITTENCOURT avalia e estrutura os canais pelos quais a marca chega ao consumidor, definindo o papel de cada um, o modelo de entrega, sua economia e o impacto sobre a rede existente.

  • Mapeamento dos pontos de contato e das ocasiões de consumo

  • Definição do papel, do modelo de receita e da operação de cada canal

  • Avaliação de sobreposição com a rede e impacto no franqueado

O objetivo é separar movimentos que ampliam a proposta de valor daqueles que apenas aumentam a complexidade operacional.

Conheça Avaliação e Estratégia de Canais →
Fontes

Global Wellness Institute · Global Wellness Economy Monitor 2025 (base 2024) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026; pesquisas com gestores de centros de atividade física e com personal trainers) · ACSM · Worldwide Survey of Fitness Trends 2026 (nov/2025). Percentuais de intenção declarada refletem a amostra da pesquisa, não o universo do setor.

PARTE 06

Frequência é a variável que decide a recorrência

Em um negócio de mensalidade, o churn define quanto do esforço comercial é utilizado para crescer e quanto é necessário para recompor a base.

Os dados agregados do setor ajudam a dimensionar essa diferença. Academias com recorrência acima de 76% operam churn de 9,68% e apresentam valor por cliente 39% maior.

A frequência de treino funciona como um indicador relevante para antecipar risco de cancelamento.

DADO DE MERCADO

12,7% → 9,7%

Churn mensal médio das academias com menor percentual de alunos em planos recorrentes, contra as de recorrência acima de 76%. Nesse segundo grupo, a permanência sobe de 7,9 para 10,4 meses e a base ativa média passa de 401 para 1.026 alunos.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · dados agregados ABC EVO

7 bi

Visitas a instalações fitness nos Estados Unidos em 2025, com mais de 100 milhões de pessoas usando alguma academia ou estúdio no ano. O recorde veio do engajamento, e não do volume de matrículas.

HFA · 2026 US Consumer Report (base 2025)

1º e 8º

Posições de “tecnologia vestível” e “tecnologia orientada por dados” entre as tendências mundiais do fitness para 2026. O wearable liga a academia às outras 23 horas do dia do aluno.

ACSM · Worldwide Fitness Trends 2026 (nov/2025)

DECLARAÇÃO DE ENTREVISTADO

10–12%

Churn mensal declarado pela Panobianco, compensado por captação forte e acompanhado por BI proprietário e agentes de inteligência artificial cuja métrica-mestra é a frequência média de treino.

Felipe Barth de Castro, BITTENCOURT Cast (2026)

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

A forma como as redes entrevistadas utilizam tecnologia mostra que seu valor depende do problema de negócio que ela ajuda a resolver.

A Ultra retirou a catraca e instalou reconhecimento facial, permitindo que informações sobre o aluno estejam disponíveis no momento da entrada. Nesse caso, a tecnologia serve à experiência e ao relacionamento.

A Gaviões estruturou o Fast Train com alto grau de automação para reduzir a dependência de equipe e agregadores. A Panobianco utiliza a frequência média como indicador central e testa, por meio de BI, fatores associados à recorrência, como aulas coletivas, vínculo com professores e conveniência.

São estratégias diferentes, mas sustentadas por um princípio comum: tecnologia que não contribui para frequência, retenção ou eficiência operacional tende a adicionar custo sem gerar valor proporcional.

Os dados agregados ajudam a dimensionar essa relação.

A diferença entre 12,7% e 9,68% de churn mensal está associada a quase três meses adicionais de permanência, base ativa mais de duas vezes maior e receita média mensal que passa de R$ 10,6 mil para R$ 26,2 mil.

Esse resultado está mais relacionado à gestão contínua da base do que à aquisição isolada de novos alunos.

A próxima camada dessa agenda envolve integração de treino, sono, alimentação e saúde metabólica por meio de wearables, com inteligência artificial apoiando o acompanhamento.

O potencial existe, mas o histórico do setor também mostra que adoção tecnológica, por si só, não garante utilização nem retorno.

O critério de investimento permanece econômico. Para a franqueadora, isso significa definir o indicador, disponibilizar o dado ao franqueado e incorporar seu uso aos rituais de gestão.

Retenção não se resolve apenas na aquisição. Ela depende da capacidade de acompanhar comportamento e transformar informação em ação na unidade.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Gestão de Redes de Franquias

O Grupo BITTENCOURT estrutura a gestão da rede sobre desenho organizacional, processos formalizados, pessoas e informação confiável, conectando o que o indicador mostra ao que a operação precisa fazer.

  • Definição de indicadores e painéis de performance por unidade

  • Estruturação da consultoria de campo e das rotinas de acompanhamento

  • Planos de ação por unidade e desenvolvimento do franqueado

Frequência, retenção e ticket passam a ser gerenciados com a mesma disciplina aplicada às metas de expansão.

Conheça Gestão de Redes de Franquias →
Fontes

HFA · 2026 US Health & Fitness Consumer Report (base 2025) · ACSM · Worldwide Fitness Trends 2026 (nov/2025) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026; dados agregados ABC EVO). Churn declarado, métricas internas e arquitetura de tecnologia são declarações dos entrevistados (Panobianco, Grupo Ultra Franquias e Gaviões Academia).

PARTE 07

O capital está mudando as estratégias de crescimento e consolidação no fitness

Foram 115 transações de fusões e aquisições no fitness em 2024 e 102 em 2025, somando US$ 7,7 bilhões. No Brasil, capital soberano participa do setor desde 2023.

Para quem constrói redes, a escolha entre operação própria, franquia e coinvestimento passou a representar uma decisão estratégica sobre capital, controle e velocidade de expansão.

DADO DE MERCADO

115 + 102

Transações de M&A no setor fitness em 2024 e 2025, movimentando US$ 4,5 bi e US$ 3,2 bi. Nos EUA, private equity assinou os maiores cheques recentes: EoS Fitness/TSG, por US$ 1,5 bi, e Crunch/Leonard Green.

Houlihan Lokey / S&P Capital IQ, via SGB Media (mar/2026)

R$ 464 mi

Valor pago pela Mubadala Capital, gestora ligada ao fundo soberano de Abu Dhabi, por 51% da Bluefit em 2023. Capital soberano dentro do segmento de alto volume brasileiro.

InfoMoney / Forbes Brasil (2023)

81% / 19%

Proporção entre unidades próprias e franqueadas da Smart Fit, o contraponto de capital intensivo às redes que crescem com capital de terceiros.

Smart Fit RI · resultados 2025 (mar/2026)

86%

Das redes de centros de atividade física não fecharam nenhuma unidade nos últimos três anos. Entre as que fecharam, os motivos se dividem igualmente entre razões econômicas, custo de ocupação e reposicionamento.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · pesquisa com gestores

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

Três arquiteturas de capital convivem no mercado brasileiro, e cada uma envolve contrapartidas distintas.

A rede predominantemente própria, como a Smart Fit, concentra captura de valor e controle de marca, mas exige maior intensidade de capital e condiciona parte da velocidade de expansão à capacidade de investimento da própria companhia.

A rede predominantemente franqueada, como a Ultra, amplia cobertura utilizando capital de terceiros e, em contrapartida, passa a depender de maior capacidade de seleção, suporte e governança.

Nenhuma dessas arquiteturas é superior em abstrato. Cada uma responde a uma combinação diferente de capital disponível, nível de controle desejado, capacidade de suporte e velocidade pretendida.

Uma escolha desalinhada tende a gerar impactos quando a rede já alcançou maior escala e a mudança de modelo se torna mais complexa.

A consolidação adiciona uma segunda dimensão.

Com dezenas de milhares de estabelecimentos majoritariamente independentes, conversões de bandeira podem representar uma alternativa de expansão geográfica em relação à implantação de novas unidades.

O Grupo Ultra já sinaliza essa possibilidade ao avaliar aquisições domésticas de operações com ativos imobiliários relevantes.

O fato de 86% das redes pesquisadas não terem fechado unidades nos últimos três anos indica que parte dos ativos disponíveis para conversão está em operação, e não necessariamente em situação de dificuldade.

Para o operador regional, isso amplia a necessidade de definir qual posição pretende ocupar nesse movimento.

Consolidar, integrar-se a outra rede ou preservar uma trajetória independente são caminhos possíveis. Cada um exige decisões diferentes de capital, governança e expansão.

Franquear amplia cobertura utilizando também capital dos operadores, mas aumenta a exigência sobre seleção, suporte, consistência e governança.

Uma rede que cresce em número de unidades sem fortalecer a franqueadora aumenta o risco operacional e reduz sua capacidade de captura de valor em uma eventual transação.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Expansão de Franquias

O Grupo BITTENCOURT estrutura o motor comercial da expansão, da captação e qualificação de candidatos ao desenvolvimento de multifranqueados e à conversão de bandeiras, com a qualidade do parceiro tratada como variável de risco.

  • Estratégia de captação, qualificação e seleção de candidatos a franqueado

  • Gestão do funil de vendas de franquia e da política de território

  • Desenvolvimento de multifranqueados e avaliação de conversão de bandeira

O ritmo de crescimento precisa ser compatível com a capacidade de implantação e suporte da franqueadora, preservando a qualidade da rede ao longo da expansão.

Conheça Expansão de Franquias →
Fontes

Houlihan Lokey / S&P Capital IQ via SGB Media (mar/2026) · InfoMoney (set/2023) e Forbes Brasil (nov/2023) · Smart Fit RI (mar/2026) · ABF · Pesquisa de Desempenho do Franchising (mar/2026 e jun/2026) · Fitness Brasil · Panorama Setorial, 5ª edição (2026). A ABF não isola “fitness”: o dado setorial corresponde ao bloco agregado Saúde, Beleza e Bem-Estar. O percentual de rede franqueada da Ultra é declaração do entrevistado.

PARTE 08

Governança deixou de ser consequência do crescimento

Durante décadas, muitas empresas seguiram a lógica de crescer primeiro e organizar depois.

Em um setor com volume relevante de transações e presença crescente de capital institucional, essa sequência perde espaço.

Conselho, indicadores e uma franqueadora estruturada passam a ser condições importantes para sustentar crescimento, atrair capital e preservar capacidade de escolha e captura de valor em movimentos de consolidação.

DADO DE MERCADO

3.297

Redes franqueadoras operando no Brasil em 2025, com 202 mil unidades. Cada uma delas administra um arranjo de governança entre marca e operadores, testado todos os dias.

ABF · desempenho do franchising 2025 (mar/2026)

2 dores

As duas queixas recorrentes da expansão de redes, segundo as pesquisas anuais do Grupo BITTENCOURT com franqueadoras: encontrar franqueado qualificado e encontrar ponto. Ambas são, na origem, problemas de estrutura e processo.

Grupo BITTENCOURT · pesquisas com franqueadoras

DECLARAÇÃO DE ENTREVISTADO

SA + conselho

Estrutura montada pela Panobianco: sociedade anônima, conselho de administração com o fundador na presidência, CEO de mercado e um conselheiro internacional vindo do segmento de alto volume global, preparando a companhia para um evento de liquidez.

Felipe Barth de Castro, BITTENCOURT Cast (2026) · conselho também noticiado pela Exame (dez/2025)

5 anos

Tempo de franchising da Gaviões, rede familiar fundada em 1974 que passou décadas protegendo a marca antes de abri-la e mantém a segunda geração à frente de treinamento, implantação e monitoramento.

Leandro Aguiar, BITTENCOURT Cast (2026)

Felipe Barth de Castro

“A gente trabalha com health and wealth: saúde para o cliente final e riqueza para o franqueado.”

Felipe Barth de Castro · CEO · Panobianco · BITTENCOURT Cast

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

Os casos apresentados nesta parte partem de trajetórias diferentes e convergem para a importância da governança.

A Panobianco nasceu como uma operação de baixo custo fundada por três educadores físicos com vinte mil reais emprestados e hoje opera com conselho de administração que inclui um executivo com experiência no segmento de alto volume global.

Nesse caso, a governança contribui para preparar a companhia para decisões de capital e liquidez.

A Gaviões percorreu outra trajetória. Depois de décadas como negócio familiar, entrou no franchising apenas quando processos de treinamento, implantação e monitoramento puderam transformar conhecimento acumulado ao longo da operação em uma estrutura replicável.

Nesse caso, a governança ajuda a preservar elementos da cultura ao mesmo tempo em que sustenta a expansão.

Em ambos, ela deixa de ser consequência do tamanho e passa a integrar as condições para crescer.

Há também uma camada específica do franchising: a governança da relação com os franqueados.

Conselho de franqueados, regras claras de território e expansão, consultoria de campo e uma proposta de valor consistente ao operador são mecanismos que organizam essa relação.

A expressão “health and wealth”, utilizada pelo CEO da Panobianco, sintetiza uma questão relevante. A proposta de valor da rede não termina no consumidor final. Ela também precisa produzir uma equação empresarial capaz de sustentar quem investe na marca.

Quando essa proposta econômica se mostra consistente, aumentam as condições para retenção de franqueados, indicação de novos operadores e redução de conflitos.

Esses elementos também afetam a percepção de valor da empresa em eventuais movimentos de capital.

Uma franqueadora pouco estruturada reduz sua capacidade de capturar valor e aumenta o risco em decisões de expansão ou aquisição.

Na prática, estrutura de franqueadora deixa de ser apenas uma dimensão administrativa quando passa a limitar a capacidade de implantação, acompanhamento, gestão e relacionamento com investidores.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Estruturação da Franqueadora

O Grupo BITTENCOURT define as atividades da franqueadora e a forma como elas se organizam, respeitando o estágio de desenvolvimento da rede: desenho organizacional, processos, sistemas, pessoas, indicadores e governança da relação com franqueados.

  • Desenho da estrutura organizacional e do time de suporte à rede

  • Formalização de processos, sistemas e contabilidade gerencial

  • Governança da relação com franqueados, incluindo conselho de franqueados

A estrutura da franqueadora precisa acompanhar o estágio de crescimento da rede e preparar a organização para o nível seguinte de complexidade.

Conheça Estruturação da Franqueadora →
Fontes

ABF (mar/2026, base 2025) · Exame (dez/2025, sobre o conselho da Panobianco) · pesquisas do Grupo BITTENCOURT com franqueadoras. Trajetórias, estruturas societárias e números de história das marcas são declarações dos entrevistados.

PARTE 09

Internacionalizar é decidir onde mora o risco

O fitness brasileiro passou a exportar modelos de negócio. A Smart Fit fechou 2025 em 16 países, a Panobianco entrou no México e a Gaviões opera no Paraguai, além de declarar planos para outros mercados.

As rotas escolhidas são diferentes. Para quem avalia internacionalização, essa diversidade mostra que a decisão não envolve apenas o destino, mas também a forma de distribuir capital, controle e risco.

DADO DE MERCADO

16 países

Presença da Smart Fit ao fim de 2025, incluindo a entrada no Marrocos, com 110 aberturas na América Latina e 70 no México apenas no ano.

Smart Fit RI (mar/2026)

€ 39,1 bi

Receita do mercado europeu de fitness em 2025, alta de 9,1%, com 75,5 milhões de membros. Referência de maturidade para marcas brasileiras que miram a Europa.

EuropeActive / Deloitte · EHFMR 2026 · base 2025

DECLARAÇÃO DE ENTREVISTADO

10 próprias

Plano da Panobianco no México antes de franquear localmente: piloto aberta em fevereiro com sócio local de participação relevante em equity, ponto de equilíbrio alcançado logo na largada e meta pública de 500 unidades no país em cinco anos.

Felipe Barth de Castro, BITTENCOURT Cast (2026) · meta também noticiada pela Exame (dez/2025)

6 + 4

Unidades da Gaviões em operação e em construção no Paraguai, mercado utilizado como etapa de aprendizado de um plano declarado de mil unidades até 2030, com parcerias em negociação para outras geografias.

Leandro Aguiar, BITTENCOURT Cast (2026)

LEITURA GRUPO BITTENCOURT

Cada rota redistribui o risco de uma forma.

A Panobianco optou por não utilizar uma franquia master no México, uma rota que pode acelerar a entrada, mas aumenta a dependência da qualidade do parceiro local.

A empresa estruturou a operação com um sócio local com participação relevante em equity, o que aumenta o alinhamento econômico entre quem opera e quem detém a marca. O parceiro também passou por imersão no Brasil e recebeu espaço para adaptar aspectos da operação ao novo mercado.

O Grupo Ultra escolhe outra arquitetura e planeja iniciar sua expansão internacional com unidades próprias. Dessa forma, a franqueadora assume a curva inicial de aprendizado antes de transferir parte do risco para futuros franqueados.

A Gaviões utiliza o Paraguai como mercado de menor complexidade antes de avançar para geografias mais maduras.

Apesar das diferenças, existe um ponto comum: as empresas estruturaram algum processo de aprendizado e validação antes de ampliar o canal.

Em vez de tratar a internacionalização como uma venda de bandeira à distância, houve combinação de operação própria, sócio local, adaptação e validação da economia da unidade.

Historicamente, parte dos problemas enfrentados por marcas brasileiras no exterior esteve associada à expansão realizada antes de validar adequadamente mercado, parceiro e modelo de entrada.

Por isso, começar em escala controlada e comprovar a economia da unidade reduz parte da incerteza antes de uma expansão mais ampla.

A oportunidade para conceitos brasileiros existe, mas precisa ser analisada a partir de aderência de mercado, ambiente competitivo, capacidade do parceiro, economia da unidade e estrutura de suporte.

Aproveitá-la é questão de desenho, não de pressa.

Internacionalização se decide tanto no destino quanto na forma de distribuir capital, controle e risco. O modelo de entrada define quem assume a curva inicial de aprendizado e quanto espaço existe para corrigir a rota depois.

O DESDOBRAMENTO PARA A SUA REDE

Jornada para Internacionalização (Fast Track)

O Grupo BITTENCOURT estrutura a saída do Brasil a partir da escolha de mercados, do modelo de entrada e da adequação jurídica e operacional exigida pelo novo contexto.

  • Seleção e priorização de mercados por aderência, ambiente competitivo e economia da unidade

  • Definição do modelo de entrada: operação própria, sócio local, master ou joint venture

  • Adequação jurídica e da COF, tropicalização de manuais e plano de implantação

A expansão internacional avança a partir de hipóteses testadas em operação, reduzindo a dependência de decisões baseadas apenas em oportunidades comerciais pontuais.

Conheça Jornada para Internacionalização (Fast Track) →
Fontes

Smart Fit RI (mar/2026) · EuropeActive/Deloitte · European Health & Fitness Market Report 2026 (base 2025) · Exame (dez/2025). Planos, contagens de unidades no exterior e modelos societários das redes entrevistadas são declarações dos entrevistados.

O QUE COSTUMA DAR ERRADO

Seis pontos críticos que a leitura dos dados expõe

Toda estratégia de crescimento envolve riscos específicos. Os pontos abaixo mostram situações em que um movimento potencialmente positivo pode gerar resultado diferente do esperado quando não vem acompanhado dos critérios necessários.

01

Médias nacionais não substituem análise de praça

O potencial agregado do mercado brasileiro é relevante, mas não determina a viabilidade de uma unidade específica.

Como a oferta se distribui de forma desigual entre capitais e microrregiões, decisões de abertura precisam considerar densidade competitiva, demanda e perfil de consumo no território.

02

Formato compacto não garante maior rentabilidade

Reduzir metragem pode diminuir investimento, mas não garante retorno.

Ocupação, ticket, aluguel, folha e maturação continuam determinando a economia da unidade. Um formato enxuto mal dimensionado continua sendo uma operação economicamente frágil.

03

Demanda conjuntural exige cautela na definição do formato

Formatos excessivamente dependentes de uma única modalidade podem perder tração quando a demanda diminui.

O fato de a musculação responder por 39% das matrículas e apenas 16% da oferta de modalidades reforça que visibilidade e capacidade de sustentar ocupação são variáveis diferentes.

04

Novos serviços precisam ter modelo claro de captura de valor

Ampliar a oferta pode aumentar a receita desde que haja uma lógica clara de precificação, operação e captura de valor.

Adicionar estrutura mantendo a mesma equação comercial pressiona margem e pode comprometer a economia do franqueado.

05

Tecnologia precisa estar vinculada a indicadores de negócio

Wearables, aplicativos, BI e inteligência artificial geram valor quando contribuem para frequência, retenção, experiência ou eficiência operacional.

Sem relação clara com esses indicadores, a tecnologia aumenta custo e complexidade sem retorno proporcional.

06

Expansão por franquia exige estrutura de suporte compatível com o ritmo de crescimento

Crescer por franquias exige que a estrutura da franqueadora evolua junto com a rede.

Multiplicar unidades sem fortalecer seleção, implantação, suporte, consistência e governança aumenta risco operacional para franqueados e para a própria marca.

DA LEITURA À DECISÃO

Seis movimentos que a leitura dos dados exige

Os nove blocos desta análise convergem para seis decisões relevantes para quem opera, investe ou pretende construir uma rede no setor.

01

Escolher praça por hierarquia de mercado, não apenas por disponibilidade de ponto

A oferta está distribuída de forma desigual. A diferença entre 8,1 e 3,3 centros por 10 mil habitantes mostra por que densidade competitiva e demanda precisam ser avaliadas antes de uma projeção de faturamento.

02

Provar a economia de cada formato antes de replicá-lo

Diversificar conceitos pode ampliar as possibilidades de crescimento junto à base atual de franqueados.

Sem modelagem, documentação e payback demonstrável, porém, a rede aumenta complexidade sem garantir receita proporcional.

03

Reposicionar a proposta de valor para as novas motivações do consumidor

Força, massa magra, saúde metabólica e autonomia ganham espaço entre as razões para treinar.

Oferta, comunicação e serviços precisam acompanhar essa mudança de comportamento.

04

Definir o papel de cada canal antes de ampliar a oferta

Recovery, saúde, conteúdo digital e parcerias podem ampliar a proposta de valor, mas também afetam a economia da unidade e a relação contratual com a rede.

Papel, modelo de receita e impacto sobre o franqueado precisam estar definidos antes da implantação.

05

Gerenciar frequência com a mesma disciplina aplicada às metas de expansão

A diferença entre 12,7% e 9,7% de churn mensal está associada a aproximadamente três meses adicionais de permanência, base ativa mais de duas vezes maior e receita média mensal quase 2,5 vezes superior.

Frequência e retenção precisam, portanto, integrar a rotina de gestão da rede.

06

Dimensionar a franqueadora para o estágio seguinte da rede

Em um ambiente de maior consolidação, governança, indicadores e estrutura de suporte influenciam a capacidade de crescer, atrair capital e preservar valor.

A estrutura necessária para o próximo estágio precisa começar a ser construída antes que a complexidade chegue.

EM SÍNTESE

O espaço para crescimento do fitness brasileiro permanece relevante, e a baixa penetração é um dos indicadores desse potencial.

Ao mesmo tempo, capturar esse espaço exige capacidades diferentes daquelas que sustentaram a expansão da oferta na última década.

A abertura de novas unidades continua fazendo parte do crescimento, mas precisa estar conectada a critérios mais claros de praça, economia demonstrada por formato, proposta de valor alinhada às novas motivações do consumidor, retenção orientada por dados e governança compatível com a estratégia de capital.

À medida que o mercado avance em consolidação, essas capacidades passam a influenciar não apenas o ritmo de expansão, mas também a qualidade do crescimento e o valor estratégico da rede.

A questão, portanto, não é apenas quanto crescer, mas com qual estrutura, em quais mercados e sob qual modelo de capital.

VOZES DO SETOR

Quem falou no BITTENCOURT Cast

Três redes e três teses de crescimento, gravadas na ABF Franchising Expo 2026. Os números atribuídos às empresas nesta seção correspondem às declarações dos próprios executivos.

Leandro Aguiar

Gaviões Academia

Leandro Aguiar · COO da Academia Gaviões 24h e CEO da Fast Treino

Rede familiar fundada em 1974 e apontada pela própria marca como pioneira do modelo 24 horas no Brasil, que entrou no franchising há cinco anos.

Criou a área VIP para acolher o aluno iniciante e lançou o Fast Train, circuito automatizado de 36 minutos operado com um colaborador.

Sob o plano Legacy 2030, declara a meta de mil unidades no Brasil e no exterior.

Legado familiar Modelo 24h Fast Train Legacy 2030

“Legacy 2030 é ter mil unidades espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.”

Leandro Aguiar, BITTENCOURT Cast.
Marcel Gandra

Grupo Ultra Franquias

Marcel Gandra · VP

Rede criada em janeiro de 2021 sobre a tese high value, low price: estúdios de bike, pilates, lutas e recovery dentro da unidade de alto volume, com mix calibrado por renda e capacidade de investimento de cada região.

O franqueado ocupa posição central na estratégia, e quase 90% da rede já opera sob franquia.

O grupo avalia consolidação doméstica por aquisição e conversão de bandeiras.

High value, low price Comunidades de nicho Mix por região M&A doméstico

“A gente tirou a catraca da academia; quando você entrega confiança para o usuário, você recebe confiança de volta.”

Marcel Gandra, BITTENCOURT Cast.
Felipe Barth de Castro

Panobianco

Felipe Barth de Castro · CEO

Rede de baixo custo com mais de 15 anos de história e 438 unidades declaradas, estruturada como sociedade anônima, com conselho de administração que inclui um executivo vindo do alto volume global e preparação para um evento de liquidez.

A companhia identifica três vetores de crescimento: demografia, acessibilidade e GLP-1.

Além disso, investe em BI, inteligência artificial e integração entre físico e digital e entrou no México com sócio local em equity.

Governança e liquidez Efeito GLP-1 Phygital e IA México · equity

“O bar para a geração Z é a academia; a geração X ia ao bar para socializar, agora a geração Z vai à academia para socializar.”

Felipe Barth de Castro, BITTENCOURT Cast.
Caroline Bittencourt

Grupo BITTENCOURT

Caroline Bittencourt · host do BITTENCOURT Cast

“Trabalhamos muito com o desenvolvimento de conceitos, olhando pro consumidor e pro mundo dos negócios.”

Caroline Bittencourt, BITTENCOURT Cast.
Huberto Damas (Beto)

Grupo BITTENCOURT

Huberto Damas (Beto) · Diretor de Estratégia e Transformação

“O Brasil é um dos maiores mercados de academia do mundo. Mas ainda tem muito desafio: ticket médio, frequência do aluno e profissionalização — é um setor muito fragmentado.”

Huberto Damas (Beto), BITTENCOURT Cast.

PERGUNTAS FREQUENTES

O que o mercado pergunta sobre academias e wellness no Brasil

Respostas às dúvidas que aparecem com frequência em conselhos, comitês de investimento e reuniões de expansão. Cada uma indica a fonte e o ano do dado utilizado.

Qual é o tamanho do mercado de academias no Brasil?

O Brasil registra 55.068 estabelecimentos de atividades físicas ativos, de 108.179 identificados nos registros da Receita Federal por CNAE principal.

O setor movimenta cerca de R$ 17 bilhões ao ano e reúne aproximadamente 15 milhões de alunos matriculados. A densidade média é de 2,9 centros para cada 10 mil habitantes.

Convém observar o critério utilizado. Contagens anteriores usavam CNPJs cadastrados no CONFEF e chegavam a 62.718 registros em 2025. As duas bases não são diretamente comparáveis.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) e 4ª ed. (2025, base 2024).

O mercado de academias no Brasil está crescendo?

Os dados apontam crescimento em duas dimensões distintas.

A base de estabelecimentos cresceu 4,3% de 2025 para 2026 no cadastro do CONFEF, e o número de alunos passou de 10 para 15 milhões entre 2019 e 2024, com faturamento avançando 44% no período.

Ao mesmo tempo, a penetração estimada permanece em torno de 7% da população, contra 26,1% nos Estados Unidos.

Isso indica que a expansão da oferta avançou mais rapidamente do que a conversão de novos praticantes.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · HFA · 2026 US Consumer Report (base 2025).

Quais são as principais tendências do mercado fitness em 2026?

O ranking mundial do ACSM para 2026 coloca tecnologia vestível na primeira posição, programas para adultos mais velhos na segunda e exercício para controle de peso na terceira.

As três tendências estão relacionadas à ampliação da atividade física como parte de uma agenda de saúde e longevidade.

No Brasil, 68% dos personal trainers avaliam que a busca por saúde já supera a busca por estética entre seus alunos, e 84% acreditam que academias precisarão integrar dados de saúde e performance de forma estruturada.

ACSM · Worldwide Survey of Fitness Trends 2026 (nov/2025) · Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026).

Como os medicamentos GLP-1 impactam as academias?

Os dados disponíveis indicam aumento de prática de exercício entre parte dos usuários, e não redução automática da procura por academias.

Pesquisa do Morgan Stanley mostra a parcela de usuários que se exercita com frequência subindo de 35% para 70% após o início do tratamento.

Além disso, 60% dos profissionais de fitness relatam que seus clientes em tratamento têm como principal preocupação a perda de massa muscular.

Entre personal trainers brasileiros, 30% esperam impacto predominantemente positivo e 9% projetam impacto negativo.

A principal implicação está na proposta de valor: esse consumidor pode chegar buscando preservação de massa magra, saúde metabólica e maior acompanhamento.

Morgan Stanley Research / AlphaWise · NASM · “The Ozempic Effect” (set/2025) · Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026).

Por que existem tantos formatos diferentes de academia?

Porque cada formato responde a uma combinação econômica e operacional distinta.

O estúdio compacto reduz metragem e concentra uso do espaço. O circuito automatizado utiliza tecnologia para reduzir dependência de estrutura de pessoal. A unidade completa opera com investimento maior e portfólio mais amplo.

A escolha depende da economia da unidade em cada praça: investimento, ocupação, ticket, aluguel, folha e maturação.

Metragem menor, isoladamente, não assegura retorno superior.

Entrevistas BITTENCOURT Cast (Gaviões Academia, 2026) · HFA FIT Tracker / Placer.ai (2026).

Qual é o papel da tecnologia na gestão de uma rede de academias?

Tecnologia gera valor quando está associada a um indicador ou problema de negócio.

As redes entrevistadas utilizam reconhecimento facial para qualificar atendimento, automação para reduzir dependência de equipe e BI com inteligência artificial para acompanhar frequência média de treino.

O critério de investimento permanece o mesmo: a tecnologia precisa contribuir para frequência, retenção, experiência, receita ou eficiência operacional.

Entrevistas BITTENCOURT Cast (2026) · ACSM · Worldwide Fitness Trends 2026.

O franchising é relevante para o mercado fitness brasileiro?

O franchising é um vetor relevante de capilaridade para o setor.

O segmento Saúde, Beleza e Bem-Estar liderou o franchising brasileiro em 2025, com faturamento de R$ 74,3 bilhões e alta de 14,6%, e avançou 18% no primeiro trimestre de 2026.

O país conta com 3.297 redes franqueadoras e 202 mil unidades.

É importante observar que a ABF não isola “fitness” em sua pesquisa. O dado corresponde ao bloco agregado, que reúne outras atividades além de academias.

ABF · Pesquisa de Desempenho do Franchising (mar/2026 e jun/2026) · Portal do Franchising (abr/2026).

O que uma rede de academias precisa avaliar antes de expandir?

Quatro dimensões precisam ser avaliadas de forma integrada.

A primeira é demanda e densidade competitiva da praça.

A segunda é a economia da unidade no formato pretendido, incluindo investimento, maturação e payback.

A terceira é a capacidade da franqueadora de implantar, acompanhar e sustentar a expansão.

A quarta é a estrutura de capital compatível com o ritmo pretendido.

As duas dificuldades mais recorrentes relatadas por franqueadoras, encontrar franqueado qualificado e encontrar ponto, estão relacionadas à capacidade de estruturar esse processo.

Grupo BITTENCOURT · pesquisas com franqueadoras · Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026).

Como uma academia pode aumentar a retenção de alunos?

A frequência de treino é um indicador relevante porque antecede o cancelamento.

Os dados agregados do setor mostram academias com recorrência acima de 76% operando churn mensal de 9,68%, contra 12,72% no grupo de menor recorrência.

Nesse grupo, a permanência média chega a 10,4 meses e o valor por cliente é 39% maior.

Além disso, o grupo de maior retenção apresenta ticket médio menor, reforçando que recorrência e permanência têm impacto relevante sobre o valor econômico do cliente.

Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª ed. (2026) · dados agregados ABC EVO.

Como uma rede de academias deve se preparar para internacionalizar?

A primeira decisão é definir como capital, controle e risco serão distribuídos no novo mercado.

As redes brasileiras analisadas escolheram caminhos diferentes: sócio local com participação relevante em equity, operação própria antes de franquear e mercado vizinho utilizado como etapa de aprendizado.

O ponto comum é a validação gradual.

Em vez de tratar a entrada apenas como venda de bandeira, essas empresas buscaram testar operação, parceiro e economia da unidade antes de ampliar o canal.

Entrevistas BITTENCOURT Cast (2026) · Smart Fit RI (mar/2026) · Exame (dez/2025).

METODOLOGIA E FONTES

Como esta leitura foi construída

Este material cruza duas camadas que não se misturam: dados de mercado publicados por fontes identificadas, sempre com ano de publicação e ano-base indicados, e declarações dos executivos entrevistados no BITTENCOURT Cast, sinalizadas como tal em todas as ocorrências.

Nenhum número foi estimado por inferência própria. Onde o dado consolidado não existe, a lacuna está declarada.

Institutos e associações setoriais

Fitness Brasil · Panorama Setorial Fitness Brasil, 5ª edição (2026; bases CONFEF e Receita Federal extraídas em jul/2026; dados agregados ABC EVO; pesquisas com gestores, personal trainers, praticantes e não praticantes) e 4ª edição (2025; base 2024) · Health & Fitness Association (HFA, ex-IHRSA) · 2026 US Health & Fitness Consumer Report (base 2025); FIT Tracker com dados Placer.ai (ago/2025 e jul/2026) · EuropeActive / Deloitte · European Health & Fitness Market Report 2026 (base 2025) · Global Wellness Institute · Global Wellness Economy Monitor 2025 (base 2024) · ACSM · Worldwide Survey of Fitness Trends 2026 (nov/2025) · ABF · Pesquisa de Desempenho do Franchising 2025 (mar/2026) e 1T26 (jun/2026); recorte do segmento Saúde, Beleza e Bem-Estar via Portal do Franchising (abr/2026) · NASM · “The Ozempic Effect” (set/2025) · Vigitel 2024 · Ministério da Saúde (jan/2026).

Bancos, consultorias e mercado de capitais

William Blair · “High-Volume, Low-Price Fitness Clubs Are Driving Growth” (jul/2025) e pesquisa com usuários de GLP-1 (mai/2026, via Athletech News) · Morgan Stanley Research / AlphaWise · GLP-1 e frequência de exercício · J.P. Morgan Global Research · projeção de usuários de GLP-1 (fev/2026) · KFF Health Tracking Poll (nov/2025) · Houlihan Lokey / S&P Capital IQ · M&A fitness 2024–2025 (via SGB Media, mar/2026) · Cornell University / Numerator · gasto alimentar de usuários de GLP-1 (Journal of Marketing Research, 2024–2026) · UBS · mercado brasileiro de GLP-1 (via InvestNews, dez/2025) · Smart Fit (SMFT3) · resultados do exercício 2025 (mar/2026) · InfoMoney e Forbes Brasil · Mubadala Capital / Bluefit (2023) · Exame · Panobianco (dez/2025).

Entrevistas · BITTENCOURT Cast, ABF Franchising Expo 2026

Gaviões Academia · Leandro Aguiar (COO da Academia Gaviões 24h e CEO da Fast Treino) · Grupo Ultra Franquias · Marcel Gandra (VP) · Panobianco · Felipe Barth de Castro (CEO).

Episódios conduzidos por Caroline (host) e Huberto Damas, Beto (Diretor de Estratégia e Transformação do Grupo BITTENCOURT).

Notas de rigor
  • Números declarados: contagens de unidades, metas de expansão, churn, metragens, alunos por aula e estruturas societárias citados pelas marcas entrevistadas são declarações dos executivos e não foram auditados de forma independente.

  • Mudança de critério: a 4ª edição do Panorama registrou 62.718 CNPJs ativos em 2025 e cerca de 57 mil unidades em 2024; a 5ª edição passou a contabilizar 55.068 estabelecimentos ativos a partir dos registros da Receita Federal por CNAE principal. As contagens não são diretamente comparáveis. Na base do CONFEF, os CNPJs cadastrados cresceram 4,3% de 2025 para 2026.

  • Agregações: a ABF não isola “fitness”, e o dado setorial corresponde ao bloco Saúde, Beleza e Bem-Estar.

  • Penetração: o índice de ~7% no Brasil é estimativa setorial sem levantamento primário auditado; os 26,1% dos Estados Unidos consideram a população de 6 anos ou mais.

  • Pesquisas de percepção: os percentuais atribuídos a gestores, personal trainers e praticantes refletem a amostra do Panorama, não o universo do setor.

  • GLP-1: os dados de exercício são autorrelato, e parte dos usuários descontinua o tratamento.

  • Base do Rio Grande do Sul: excluída das análises territoriais do Panorama por inconsistência na fonte original.

COMO PODEMOS APOIAR A SUA REDE

Do diagnóstico ao sistema que sustenta a escala

Há 40 anos, o Grupo BITTENCOURT desenvolve, expande e faz a gestão de redes de negócios e franquias, com mais de 3.000 projetos realizados, do desenho de conceito à internacionalização.

As frentes apresentadas ao longo deste estudo respondem a diferentes decisões e estágios de desenvolvimento da rede.

  • Estratégia e Planejamento da Expansão

  • Mapa de Oportunidades

  • Desenvolvimento e Implantação de Conceito

  • Avaliação e Estratégia de Canais

  • Formatação de Franquias

  • Expansão de Franquias

  • Estruturação da Franqueadora

  • Gestão de Redes de Franquias

  • Consultoria de Campo e Conselho de Franqueados

  • Jornada para Internacionalização (Fast Track)

Converse com quem constrói redes desde 1985

Expansão, novos formatos, governança e internacionalização exigem decisões compatíveis com o estágio, a capacidade e a estratégia de cada rede.

O Grupo BITTENCOURT combina inteligência de mercado, experiência em redes de negócios e metodologia para estruturar essas decisões e apoiar sua implementação.

bittencourtconsultoria.com.br →

BITTENCOURT CAST

Os episódios que alimentaram este estudo

Gravados durante a ABF Franchising Expo 2026, os episódios apresentam as conversas que contribuíram para esta leitura.

  1. Leandro Aguiar Caroline Bittencourt

    Episódio 01

    Gaviões Academia · Leandro Aguiar

    COO da Academia Gaviões 24h e CEO da Fast Treino · com Caroline. A trajetória de um negócio familiar com mais de cinco décadas, a operação 24 horas, a área VIP voltada ao iniciante e o Fast Train como parte do plano Legacy 2030.

    Disponível dia 15/09
  2. Marcel Gandra Caroline Bittencourt

    Episódio 02

    Grupo Ultra Franquias · Marcel Gandra

    VP · com Caroline. High value, low price na prática: serviços dentro da unidade de alto volume, mix calibrado por região, papel do franqueado e possibilidades de consolidação doméstica.

    Assista aqui →
  3. Felipe Barth de Castro Caroline Bittencourt

    Episódio 03

    Panobianco · Felipe Barth de Castro

    CEO · com Caroline. Governança de sociedade anônima, GLP-1, agenda de dados, integração entre físico e digital e estratégia de entrada no México com sócio local em equity.

    Disponível dia 01/10
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