A influência das redes de negócios na decisão de compra

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Por que os consumidores preferem comprar e consumir produtos e serviços nas unidades de uma rede de franquias? Não precisamos ir longe para responder essa pergunta. Quando surge a necessidade de um produto ou de um serviço, do mais simples (domiciliar, por exemplo) aos de lazer, esporte, saúde, beleza, educação, leitura, tomar um bom café ou saborear um bom lanche, e por aí afora, a primeira lembrança que vem à mente do consumidor é da empresa ou da marca com mais visibilidade no mercado. Primeiro por uma razão óbvia: a influência das ações de marketing; e, a seguir, por ser uma marca de uma rede de franquias, ou até mesmo de uma rede de lojas próprias. Cada vez mais as redes de negócios (franquias, licenciadas, próprias) estão conquistando a confiança dos consumidores. Com relação às franquias, o sentimento no consumidor pode ser assim representado: "Muito bem, se faz parte de uma rede de franquias tem padrão; se tem padrão, tem controle; se tem controle, tem qualidade, supervisão, tem para quem reclamar; tem preço porque tem escala; tem variedade e novidade porque tem um giro maior. Se a compra é feita em um determinado shopping, a troca pode ser realizada em qualquer loja da rede; se não tem o tamanho, cor ou modelo numa loja, a vendedora manda buscar na mais próxima; e assim vai. Além desse sentimento que vem se firmando cada vez mais na vida dos consumidores, as redes de franquias representam também conveniência, praticidade, economia de tempo. O exemplo maior é o sistema de delivery praticado pelas redes de alimentação e de prestação de serviços pessoais ou empresariais. O consumidor é atendido em sua residência ou trabalho, pela seguradora, pelo mecânico ou lava rápido, que leva e traz o seu carro; a lavanderia que cuida de sua roupa; o restaurante que traz o seu lanche ou a sua refeição principal; o pet shop que vem buscar seu cãozinho de estimação para o banho semanal e ainda pode trazer a ração. As redes de negócios têm unidades cada vez mais próximas de seu público alvo. Redes de escolas de idiomas e profissionalizantes querem oferecer cada vez mais conveniência e tranqüilidade para os pais e para os trabalhadores que delas se utilizam. Olhando pelo lado da indústria e do varejo, acreditamos que o desenvolvimento e a expansão dos negócios via sistema de franquias é um caminho sem volta. Para competir com as Redes de Negócios, com uma capilaridade cada vez maior no mercado, só se tornando uma delas, ou se incorporando a elas. Apesar da resistência de alguns segmentos, o sistema se aplica a qualquer negócio, desde que seja uma operação de sucesso e bem estruturada. O Brasil é o país que mais se destaca em número de empreendedores iniciantes, aqueles que abrem o seu primeiro negócio. As pesquisas indicam que os pequenos empreendedores estão preferindo abrir uma franquia, onde têm mais chances de obter sucesso e aprender a empreender sem colocar totalmente em risco o seu capital. O risco na franquia existe como em qualquer outro negócio, porém a mortalidade é bem menor, face a estrutura, o know how e o apoio da franqueadora para o franqueado. Para esses empreendedores, o que pesa também no momento da decisão por uma franquia é o fato de que o caminho das pedras para chegar até o cliente já é conhecido. O franqueador, em alguns negócios, já oferece uma carteira de clientes para o franqueado trabalhar, como ocorre no caso das imobiliárias, algumas escolas, serviços de limpeza e outras. Além do marketing, marca, escala e sistema. Resta ao franqueado usar a sua força de trabalho e o seu conhecimento na região para alavancar o negócio. Empreendedores (franqueadores e franqueados) e consumidores são os agentes principais do desenvolvimento das Redes e Centrais de Negócios, consequentemente do desenvolvimento do Brasil. E a franquia é o maior exemplo. Um pequeno empresário pode potencializar seu negócio em qualquer ponto do país por meio das franquias, sem precisar de altos investimentos, passando a contribuir com o aumento do consumo, com a arrecadação de impostos e a geração de mais empregos. *Claudia Bittencourt é diretora-geral do Grupo BITTENCOURT